Um pouco de Cervantes

"A história é émula do tempo, repositório dos factos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro"

Novo Ânimo

Neste ano de 2010 as nossas atividades diminuíram substancialmente, não há como negar, mas eis que surge um novo ânimo, uma nova disposição, um novo despertar!

Job search?

Steve Jobs - The Crazy Ones

Exibição inédita do áudio da campanha Think Different da Apple (idealizada e escrita por Steve Jobs) na voz de seu autor. As palavras que marcaram época adquirem força ainda maior.

Agora temos um novo recurso

Fico feliz em disponibilizar o mais novo recurso para funcionamento da nossa sociedade acadêmica: uma página com conteúdo Wiki, permitindo que qualquer um possa acrescentar comentários, discutir ou mesmo modificar o documento com plena liberdade.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Próxima Reunião (SEG - 16:00)

Reunião
16:00 - Informações sobre a SAMES + Aula sobre Pesquisa Científica
17:00 - Clube de Revista:

Ray (Projeto de Pesquisa)
Felipe (Artigo Original - Jadad, 1996)

Deixe comentários caso exista alguma indisponibilidade em participar! Precisamos da participação em massa da sociedade em todas as reuniões!!

Missão e Visão

Missão
Contribuir para a realização de pesquisas científicas com qualidade metodológica e compromisso ético disseminando conhecimento entre profissionais de saúde.

Visão
Ser reconhecida estadual e nacionalmente como uma instiotuição-referência e um centro de saber e informação em metodologia científica em saúde, orientada por princípios éticos e de respeito ao ser humano e por uma conduta desvinculada de interesse pessoal, financeiro ou corporativo.

Príncipios do SAMES

- Dedicação responsável - Buscar o conhecimento e aprimoramento metodológico com ética e respeito;

- Colaboração - Contribuir para a disseminação da informação de qualidade a todos, usuários da informação ou pesquisadores, de forma responsável e racional;

- Mérito – Sempre respeitar e valorizar as conquistas pessoais de forma justa;

- Prioridade aos pares - Auxiliar os membros da sociedade, prioritariamente, e entre estes priorizar os mais dedicados e participativos nas atividades da sociedade;

- Aprender com a experiência – A construção do conhecimento como grupo e como indivíduo virá da constante avaliação do caminho percorrido e não apenas da meta final.

- Nunca se acomodar – Sempre buscar o aprimoramento de forma incondicional.


Departamentos

A Sociedade Acadêmica de Metodologia em Saúde está dividida em departamentos, onde cada um dos membros associados relaciona-se com um ou mais departamentos estruturados por área temática em metodologia científica em saúde.

Além da divisão em departamentos, existe uma subdivisão em seções. O número de seções é determinado por cada departamento.

  • Planejamento da pesquisa
    • Seção 1 - Idéia Brilhante e Plano de intenção
    • Seção 2 - Revisão de literatura
    • Seção 3 - Teste de instrumentos e procedimentos
    • Seção 4 - Projeto de pesquisa
  • Execução da Pesquisa
    • Seção 5 - Coleta, armazenamento, tabulação e análise dos dados
    • Seção 6 - Interpretação dos dados
    • Seção 7 - Relatório final
  • Divulgação da Pesquisa
    • Seção 8 - Tema livre
    • Seção 9 - Artigo original
  • Ética em Pesquisa
  • Bioestatística
  • Qualidade da Informação

domingo, 23 de setembro de 2007

Planejamento

Preciso de uma idéia brilhante! Você me "empresta"?
Gustavo Porfírio


“Você pode ver muito apenas observando”
Yogi Berra




1. A dúvida e a idéia

A pesquisa, filosoficamente, surge da observação de um cenário clínico e da geração de uma dúvida. O passo seguinte a esta dúvida é o de gerar uma pergunta e a partir daí formular uma hipótese, uma provável resposta à pergunta, que será comprovada ou não no futuro.

A importância da observação do cenário clínico como motivação inicial de uma pesquisa condiz em atender ao aspecto da relevância do estudo. Da mesma forma, a geração de uma pergunta deve ser pensada como fundamental por permitir que a pesquisa comece a ser planejada e estruturada para responder algo específico de forma objetiva. A formulação de uma hipótese possibilita a diminuição da probabilidade de possíveis erros e tendenciosidades (viéses) na pesquisa, por meio do teste contrário à hipótese. A idéia é a pedra angular da futura pesquisa, de forma que um estudo só pode ser realizado, eticamente falando, se estiver inserido em uma realidade (contexto) que o justifique e o torne necessário.

Cabe destacar neste momento que uma pesquisa pode ser iniciada de outra forma que não a ideal (filosófica) uma vez que existem casos onde o agente da pesquisa não está inserido na prática clínica e não possui uma visão suficientemente profunda sobre um tema ou área específica, o que é patente e possui seu maior exemplo nos casos dos alunos dos cursos de graduação em nível superior.

2. A idéia brilhante

Idéia brilhante é como é chamado todo o processo criativo que compreende a dúvida (observação do cenário clínico), a pergunta e a formulação de hipóteses (possíveis respostas para a pergunta) (Figura 2.1). Pelas suas próprias características, a idéia brilhante possui como elementos essenciais a curiosidade, a iniciativa, a disposição e o raciocínio lógico (Castro, 2001).


Um aspecto muito importante na geração da pergunta da pesquisa é que ela deve ser clara, única e precisa, de maneira que ao ler o autor seja capaz de saber delimitar qual o problema a resolver e exatamente onde quer chegar (Castro, 2001).

Vejam o que Castro (2001) diz a respeito da formulação da pergunta da pesquisa: "A formulação da pergunta é uma etapa fundamental da pesquisa, pois define e delimita o problema a ser estudado, fornecendo ao pesquisador o elemento principal para estabelecer o objetivo da pesquisa". E ele ainda continua explicando as características da pergunta: "A clareza significa que ela deve fornecer ao leitor um panorama geral do problema a ser estudado. A unicidade diz respeito ao dimensionamento único que deve ter a pesquisa a fim de facilitar o trabalho do pesquisador. A pesquisa deve procurar responder apenas a uma questão de cada vez. Ela deve ser direcionada para resolver um e apenas um problema. É claro que outras dúvidas surgirão com o desenrolar do trabalho. Estas deverão servir de suporte a novas pesquisas no futuro. A precisão refere-se ao direcionamento necessário à pesquisa que a pergunta vai fornecer. Ao ser precisa ela define qual o caminho a ser seguido para a execução da pesquisa".

3. Como ter uma idéia brilhante?

Feita a explicação da importância da idéia brilhante cabe destacar aqui a condição dos alunos dos cursos de graduação e a dificuldade para estes conseguirem iniciar uma pesquisa, uma vez que não possuem uma visão suficientemente profunda sobre alguma área ou tema específico para perceberem um campo importante para execução de uma pesquisa.


Nestes casos é comum a participação de um professor, orientador ou facilitador. O professor funciona como uma fonte de idéias para os alunos, devido ao seu profundo conhecimento na prática clínica, e é o “recurso” mais utilizado pelos alunos do curso de graduação pelo seu contato diário e constante. O orientador é um “professor especial” que além de seu profundo conhecimento na prática clínica possui uma trabalhada visão de pesquisador, possibilitando uma verdadeira “orientação” completa no seguimento da pesquisa (acompanhamento de cada uma das fases e das etapas da pesquisa), é o orientador também quem possui uma visão ampla sobre sua área de pesquisa a ponto de fornecer ao aluno de graduação dúvidas de acordo com seu grau de conhecimento no método científico. Em função da dificuldade clara em encontrar um orientador no conceito apresentado neste material, cabe aqui destacar a importância do facilitador, alguém com uma boa visão científica e na prática clínica, mas cujo maior valor para o aluno consiste em “facilitar” (ou não dificultar) a sua vida, uma vez que abre espaço para seu desenvolvimento e não impede seu amadurecimento científico.

Deve ser entendido que a definição da palavra orientador apresentada neste capítulo difere da definição e interpretação com que a palavra é comumente utilizada no meio acadêmico. A palavra “orientador” é usualmente utilizada no intuito de definir a função daquele professor gabaritado para conduzir a pesquisa que será realizada pelos alunos em qualquer situação, seja nos cursos de graduação ou pós-graduação. A definição utilizada neste capítulo vai além da definição de uma função temporária e condicional para uma definição de acordo com a natureza daquele que exerce a função de orientação.

Diante da situação encontrada nas instituições universitárias brasileiras, particularmente em nosso estado, onde não existem políticas de apoio e incentivo para a atividade de professores em dedicação exclusiva e integral, encontrar um facilitador pode ter o mesmo valor de ganhar um prêmio (Castro, 2002). Um ponto de observação para os alunos neste momento é que o fato de não conseguir encontrar um orientador ou facilitador não deve servir como um fator desestimulante, pelo contrário, pois é enfrentando as dificuldades que são realizadas as grandes conquistas.

Portanto, o caminho que o aluno do curso de graduação deve seguir é o de procurar alguém com uma prática na profissão, ou na área de desejo, tão significativa que lhe permita sugerir alguma dúvida ou pergunta a ser elaborada como pesquisa. Mesmo que a dúvida seja algo considerado simples, ela deve ser encarada como importante para o propósito a que se destina, que não é o de fazer diferença no contexto científico onde se situa, mas de preparar e ensinar o método científico.

Um conselho útil para os alunos que buscam idéias brilhantes com professores é conversar bastante com o professor para entender de fato o que o professor propõem. Comumentemente, o que ocorre é a descrição sucinta, por parte do professor, de várias idéias ao mesmo tempo para um aluno que não se informa adequadamente sobre questões básicas, tais como: a) Por que faríamos essa pesquisa?; b) Como faríamos essa pesquisa?; c) Qual a pesquisa mais adequada para minha situação (eperiência/tempo); d) Quem participaria da pesquisa?; etc. A sugestão então é a de esmiuçar a idéia em diversas características para entender adequadamente e facilitar o desenvolvimento das etapas seguintes principalmente do plano de intenção.

4. O que fazer depois de ter a idéia?

O passo seguinte após a formulação (ou recebimento, por assim dizer) da idéia brilhante é o de colocar tudo no papel, ou seja, redigir o plano de intenção, que consiste em uma folha de papel com a pergunta da pesquisa, dados pessoais e de contato do aluno, resumo do que se pretende pesquisar e palavras-chave da pesquisa. Com o plano de intenção na mão, o aluno pode procurar aquele que orientará o trabalho e poderá dar seguimento ao planejamento até o projeto de pesquisa.

6. Conclusão

A idéia brilhante é o pilar básico ou pedra angular da futura pesquisa em estruturação uma vez que dela depende todo o planejamento da pesquisa. A sua formulação pode depender de pessoas capacitadas que podem ser os professores, orientadores ou facilitadores uma vez que os alunos do curso de graduação não possuem uma visão suficientemente profunda sobre alguma área ou tema específico em sua profissão. Cabe aos alunos buscar o entendimento das características básicas da idéia brilhante proposta ou sugerida por um professor/orientador para facilitar e possibilitar o adequado desenvolvimento das etapas posteriores.

Leitura complementar:

Castro AA, Clark OAC. Planejamento da pesquisa. In: Castro AA. Planejamento da pesquisa. São Paulo: AAC;2001.

Castro AA. Iniciação científica: recursos, conhecimentos e habilidades. In: Castro AA. Manual de iniciação científica. Maceió: AAC;2003. Disponível em: URL: http://www.metodologia.org

Clark OAC, Castro AA. A pesquisa. In: Castro AA, editor. Planejamento da pesquisa. São Paulo: AAC; 2001. Disponível em URL: http://www.evidencias.com/lv4.htm

Referências:

Castro, 2001

Castro AA, Clark OAC. Planejamento da pesquisa. In: Castro AA. Planejamento da pesquisa. São Paulo: AAC;2001.

Castro, 2003

Castro AA. Iniciação científica: o que é e por que fazer? In: Castro AA. Manual de iniciação científica. Maceió: AAC;2003. Disponível em: URL: http://www.metodologia.org

Clark, 2001

Clark OAC, Castro AA. A pesquisa. In: Castro AA, editor. Planejamento da pesquisa. São Paulo: AAC; 2001. Disponível em URL: http://www.evidencias.com/lv4.htm

Pesquisas e Cronograma

Wanderliza Laranjeira Coutinho
Determinação da freqüência de resumos estruturados publicados nos anais do ENEEFISIO (Etapa de Divulgação - Publicação até Dez/2007)

Gabriela Souto Nogueira
Qualidade dos artigos de revisão em fisioterapia publicados em periódicos indexados (Etapa de Execução - Publicação até Fev/2008)
* Candidata à bolsa de IC ProBIC/FAPEAL

Raymundo Fagner Farias Novais dos Santos
Avaliação da função da bomba muscular da panturrilha em pacientes com insuficiência venosa crônica (Etapa de Execução - Publicação até Mar/2008)
* Candidato à bolsa de IC ProBIC/FAPEAL

Felipe Moreira Mortimer
Qualidade dos Artigos de Cinesioterapia Publicados no Brasil (Etapa de Execução - Publicação até Fev/2008)
*Bolsista PIBIC/CNPq

Priscila Frantz Ruff
Avaliação da qualidade de vida de pacientes diabéticos da comunidade Virgem dos Pobres III (Etapa de Execução - Publicação até Mar/2008)
* Candidata à bolsa de IC ProBIC/FAPEAL

Robert Graham Sarmento Rodrigues
Avaliação da freqüência e relevância das informações prestadas sobre o prognóstico a pacientes terminais por fisioterapeutas em Maceió (Etapa de Planejamento)

Carlos Henrique Almeida Leonel
(Etapa de Planejamento)

Paula Danielle Santa Maria de Albuquerque
(Etapa de Planejamento)

sábado, 22 de setembro de 2007

Diretoria e Integrantes do SAMES

Presidente:
Gustavo José Martiniano Porfírio (Lattes
)

Secretário Geral:
Robert Graham Sarmento Rodrigues (Lattes)
Relator (Clube de revista):
Felipe Moreira Mortimer (Lattes)

Associados:
Gabriela Souto Nogueira (Lattes)
Raymundo Fagner Farias Novais dos Santos (Lattes)
Wanderliza Laranjeira Coutinho (Lattes)
Priscila Frantz Ruff (Lattes)
Paula Danielle Santa Maria de Albuquerque (Lattes)

Objetivos Anuais do SAMES (Até Setembro/2008)

1) Publicação de 9 artigos originais em periódicos nacionais;
2) Publicação de 2 artigos originais em periódicos internacionais;
3) Apresentação de 8 temas livres em congressos regionais ou nacionais;
4) Realização de um evento de 1 (um) dia sobre pesquisa científica;
5) Realização de um evento de 1 (um) dia sobre pós-graduação e ciência;
6) Organização de um curso sobre planejamento da pesquisa;
7)
Desenvolver uma série de artigos sobre avaliação crítica da literatura

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Início de uma jornada! A preparação para o vôo...

A Sociedade Acadêmica de Metodologia em Saúde (SAMES) visa a formação de uma equipe com objetivos comuns relacionados ao aprendizado de metodologia científica e à execução de pesquisas em saúde. Seu início é ousado, uma vez que surge da idéia de apenas um homem (este humilde graduado que vos escreve), mas esta iniciativa não deve morrer em vão. Se tudo der certo esta sociedade será fonte de diversos conhecimentos e seus integrantes chegarão aonde apenas alguns poucos homens já estiveram, mas se os frutos deste esforço não forem assim tão satisfatórios... não haverá nada de mal, pois o tempo perdoará esta loucura.

Todo o princípio de geração desta sociedade está relacionada à analogia do voar pelos pássaros. Cada momento e atitude do pesquisar, desde a iniciação científica até a livre-docência. Este é o nosso primeiro momento... o nascimento. Nascimento daqueles que com tempo e dedicação aprenderão a se alimentar, orientar no espaço, voar acompanhados, voar sozinhos... e mais uma vez gerar novos filhos neste caminho natural da ciência.

Este é o início! Nossa jornada está traçada!! E que venha o conhecimento!!!

Gustavo Porfírio

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